Para tornear as pernas, brasileiras recorrem cada vez mais às próteses na panturrilha


Em tempos de culto à imagem, a preocupação com corpo é quase inevitável. Depois das próteses de mama, lipoaspiração e outros retoques, as panturrilhas são o alvo da vez. Preocupados em exibir pernas torneadas, os brasilienses recorrem cada vez mais às próteses de silicone.

Na maioria dos casos, os pacientes querem resolver problemas de pernas finas, desproporção entre os diâmetros das coxas e das panturrilhas ou corrigir falhas. Apesar de não ser a intervenção estética mais procurada, o cirurgião plástico Cloves Guedes nota o aumento na preocupação com a “batata das pernas” entre os brasilienses.

Antigamente, era quase nula a procura por estas cirurgias por motivos estéticos. Inicialmente, a intervenção existia para tratamento de traumas musculares, sequelas por acidentes ou poliomielite e atrofias. Hoje, ele chega a fazer uma cirurgia nas panturrilhas a cada dois meses, média de cinco ao ano.

O resultado é um aumento de 2 a 3 cm nos diâmetros da panturrilha com o uso de próteses que variam de 14 a 22 cm de comprimento. O médico considera uma cirurgia de pouca complexidade e fácil recuperação. O implante no músculo é feito cerca de 3 cm abaixo da dobra da perna e o procedimento completo dura cerca de 1h30.

— A prótese é colocada em cima do músculo e adaptada, a partir daí o músculo passa a se contrair com a prótese.

Depois do retoque, o paciente precisa tomar alguns cuidados como retenção de atividades físicas, uso de meias elásticas por tempo determinado pelo cirurgião e, no caso das mulheres, evitar o uso de calçados com saltos por até 30 dias depois do procedimento.

Apesar das possibilidades cada vez mais amplas e acessíveis, os riscos de cirurgias sempre existem. Nesta, em especial, algumas peculiaridades preocupam cirurgiões, como a facilidade de deslocamento das próteses de panturrilha.

Cloves Guedes afirma que os cuidados devem ser minuciosos. Como as próteses são colocadas em um lugar de muita movimentação, há o risco de que as próteses saiam do lugar onde foi inserida. Para evitar a o deslocamento indesejado, existem algumas técnicas.

— Nós temos possibilidades de reduzir os riscos de problemas com a colocação das próteses com a incisão no local adequado da panturrilha e de forma que ela passe a fazer parte do músculo e não fique um objeto solto, mas os cuidados do pós operatório também são essenciais.

O cirurgião plástico Carlos Augusto Carpaneda não realiza esta cirurgia justamente pelos riscos. Ele explica que toda prótese é um corpo estranho ao organismo e, portanto, vítimas de reações diversas como contraturas, quando o corpo contrai a próteses e causa deformidades visíveis na pele, ou a extrusão, quando a próteses é empurrada para fora.

Estes riscos existem, também, para os implantes da panturrilha. Além disso, o movimento das pernas colabora para um mau posicionamento das próteses, segundo Carpaneda. O renomado cirurgião plástico da capital federal também não vê grandes ganhos estéticos com as próteses e afirma que há um alto índice de insatisfação dos clientes.

— Resolve o problema apenas da panturrilha, mas não resolve o da perna fina, por exemplo. No conjunto, continua a mesma coisa porque quem tem o tornozelo fino continua com o tornozelo fino. Na região da perna, existem próteses para coxas e panturrilhas, mas não para tornozelos.

Fonte: Portal R7




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