Culote: entenda por que é tão difícil acabar com essa gordurinha insistente


Mulheres magras ou com o corpo considerado perfeito. Você conhece algumas, certo? Mas pergunte a elas se estão totalmente satisfeitas com o corpo – é possível que uma grande parte delas ainda mudaria alguma coisinha que lhes incomoda. Algumas falam que os seios são pequenos, outras não se conformam com alguma dobrinha na barriga e algumas até sobre aquele acúmulo de gordura entre as pernas – o famoso e indesejado culote.

Caracterizado pelo acúmulo de gordura localizada, o culote causa estresse e desconforto para muitas mulheres – até mesmo para aquelas mais magrinhas, já que esse acúmulo de gordura entre as pernas pode ser de origem hormonal ou genética.

Segundo Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba, os culotes são difíceis de serem tratados apenas com exercício e alimentação adequados, já que podem ter origem genética. “Além disso, existem diferentes tipos de culote: o fibroso, que apresenta uma maior consistência e celulite avançada; o menos fibroso, que, como o próprio nome já diz, é consistência macia, acompanha as formas do corpo, é menor e apresenta leve celulite; o não flácido, que pode ser resolvido com um procedimento de lipoescultura ou hidrolipo; e o flácido, que apresenta tamanho desproporcional e a pele flácida, de difícil retração após lipoaspiração”, explica Pacheco.

Na maioria dos casos o culote surge ainda na adolescência, quando ocorrem os maiores períodos de mudanças hormonais femininos. “Pode mudar de pessoa para pessoa, é claro, mas no geral a época em que o culote começa a aparecer – e a incomodar muitas meninas – é a partir dos 18 anos, no final da adolescência”, explica o especialista.

Apesar de difícil, não é impossível eliminar o culote – principalmente se a mulher aliar uma vida saudável, e, se necessário um procedimento estético. “A drenagem linfática, exercícios físicos e uma alimentação saudável são muito bons para o corpo como um todo, mas, infelizmente, não resolvem sempre o probleminha extra do culote”, comenta o especialista. A drenagem, por exemplo, remove o líquido, responsável pelo inchaço, mas não acaba com ele. “Para acabar com a temida ‘gordura localizada’ às vezes é preciso um procedimento mais efetivo, já que nem sempre uma boa alimentação, cuidados estéticos e exercícios físicos são o suficiente para mandá-la embora”, ressalta.

Essa é a gordura mais difícil de ‘derreter’, por isso é comum vermos muitas mulheres com corpos esculturais, mas insatisfeitas com uma possível ‘barriguinha’ ou culote. “Para esses casos existe a cirurgia de lipoaspiração de culotes, que melhora o contorno do corpo, mas que assim como qualquer outra lipoaspiração, não é um método de emagrecimento”, afirma Pacheco.

Caracterizada por ser a solução que vai mais a fundo e retira a gordura localizada, a lipoaspiração, quando ministrada com a drenagem, uma série de exercícios e boa alimentação, é a chave para a lapidação do corpo desejado.

Os resultados desses procedimento nos culotes, normalmente, são um sucesso e apresentam longa duração. “Isso é devido ao esforço da paciente. Nós fazemos a nossa parte – que é a fatia médica e as orientações – e elas cuidam do ‘resto’, ou seja, do período pós-operatório”, explica Pacheco. Mas as mudanças não são visíveis imediatamente logo após o procedimento: o médico ressalta, que o resultado final só deve ser avaliado seis meses após a cirurgia.

Fonte: Bonde




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