Câncer de Mama, descubra a tempo!


Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano.  Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) revelam que terão surgido no Brasil mais de 57 mil novos casos de câncer de mama até o final de 2014.

O que mais preocupa os médicos é saber que a taxa de mortalidade da doença continua elevada porque o diagnóstico geralmente é realizado quando o tumor já está num estágio avançado. Se fosse diagnosticada precocemente e tratada logo no início, seria uma doença com boas chances de cura.

Falta de atenção, de condições, de oportunidade ou ainda o medo de ter de enfrentar um diagnóstico de câncer são alguns dos motivos que levam as mulheres a não seguir à risca a recomendação de fazer mamografia todos os anos a partir dos 40 anos. Mas a cada dez nódulos encontrados e submetidos à biópsia, somente dois estão de fato relacionados ao câncer de mama.

Cerca de 80% das alterações submetidas à biópsia a vácuo por agulha (mamotomia) são consideradas benignas. Guiada por ultrassom, estereotaxia (mamografia), ou por ressonância magnética, a biópsia percutânea resulta na remoção de uma amostra do tecido para que seja realizado um exame histológico, que apontará se as alterações celulares são benignas ou malignas.

O câncer de mama é um câncer que começa no tecido mamário. Ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma desordenada. A maioria dos cânceres de mama acomete as células dos ductos das mamas. Por isso, o câncer de mama mais comum se chama Carcinoma Ductal.

Existem dois tipos principais de câncer de mama:

*O carcinoma ductal começa nos canais (ductos) que conduzem o leito da mama para o mamilo. A maioria dos casos de câncer de mama é deste tipo.

*O carcinoma lobular inicia em partes da mama, denominadas lóbulos, que produzem o leite.

Em casos raros, o câncer de mama pode começar em outras regiões da mama.

O câncer de mama pode ser invasivo ou não invasivo. Invasivo significa que o câncer atingiu outros tecidos. Não invasivo significa que ele ainda não se espalhou. O câncer de mama não invasivo é também chamado de “in situ”.

Os tipos histológicos de câncer de mama se dividem em vários subtipos, de acordo com fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais e extensão do tumor.

O prognóstico do câncer de mama depende da extensão da doença (estadiamento). Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. Quando há evidências de metástases (doença a distância), o tratamento tem por objetivos principais prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

O câncer de mama é dividido em quatro estágios ou estádios, conforme a extensão da doença, que vão do 0 (zero) ao 4 (quatro):

Os estádios do câncer de mama são formas que os médicos dão de dar notas para o momento da doença do paciente no caso do câncer de mama são divididos em 5 tipos:

 Estádio 0: quando a doença esta restrita ao local onde começou (carcinomas in situ)

 Estádio 1: a doença invadiu a região local, mas possui no máximo 2cm de tamanho (carcinomas invasivos = tem chance de mandar células para outras partes do corpo)

 Estádio 2: a doença invadiu a região local, mas possui entre 2 e 5cm de tamanho e ínguas pouco comprometidas na axila (carcinomas invasivos)

 Estádio 3: a doença invadiu a região local, mas possui tamanho maior que 5cm ou ínguas muito comprometidas na axila (carcinomas invasivos)

 Estádio 4: quando a doença invadiu outras partes do corpo como: ossos, pulmões, fígado, etc .

As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em:

- Tratamento local: cirurgia e radioterapia.

- Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

Estádios I e II

A conduta habitual consiste de cirurgia, que pode ser conservadora, com retirada apenas do tumor; ou mastectomia, com retirada da mama. A avaliação dos linfonodos axilares tem função prognóstica e terapêutica.

Após a cirurgia, o tratamento complementar com radioterapia pode ser indicado em algumas situações. Já a reconstrução mamária deve ser sempre considerada nos casos de mastectomia.

O tratamento sistêmico será determinado de acordo com o risco de recorrência (idade da paciente, comprometimento linfonodal, tamanho tumoral, grau de diferenciação), assim como das características tumorais que irão ditar a terapia mais apropriada. Essa última baseia-se principalmente na mensuração dos receptores hormonais (receptor de estrogênio e progesterona) – quando a hormonioterapia pode ser indicada; e também de HER-2 (fator de crescimento epidérmico 2)- com possível indicação de terapia biológica anti-HER-2.

Estádio III

Pacientes com tumores maiores, porém ainda localizados, enquadram-se no estádio III. Nessa situação, o tratamento sistêmico (na maioria das vezes, com quimioterapia) é a modalidade terapêutica inicial. Após resposta adequada, segue-se com o tratamento local.

Estádio IV

Nesse estádio, é fundamental que a decisão terapêutica busque o equilíbrio entre a resposta tumoral e o possível prolongamento da sobrevida, levando-se em consideração os potenciais efeitos colaterais decorrentes do tratamento. A modalidade principal nesse estádio é sistêmica, sendo o tratamento local reservado para indicações restritas.

Fatores de risco para o câncer de mama

Idade e sexo – O câncer de mama pode ocorrer em qualquer idade, mas o risco de desenvolver câncer de mama aumenta conforme a idade. As mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas de câncer de mama. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A maioria dos casos de câncer de mama avançado ocorre em mulheres com mais de 50 anos. As mulheres têm 100 vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de mama do que os homens.

Histórico familiar de câncer de mama – Você também pode apresentar maior risco de câncer de mama se tiver um familiar próximo que teve câncer de mama, de útero, de ovários ou de cólon. Cerca de 20 a 30% das mulheres com câncer de mama possuem histórico familiar da doença

Genes  – Algumas pessoas têm genes que geram uma propensão maior ao desenvolvimento do câncer de mama. Os defeitos genéticos mais comuns são encontrados nos genes BRCA1 e BRCA2. Esses genes normalmente produzem proteínas que protegem você contra o câncer. Mas se o seu pai ou a sua mãe passar para você o gene defeituoso, o risco de desenvolver câncer de mama aumenta. As mulheres com um desses defeitos têm até 80% de chance de desenvolver câncer de mama em algum momento da vida

Ciclo menstrual  – As mulheres que tiveram a primeira menstruação muito cedo (antes dos 12 anos) ou que passaram pela menopausa muito tarde (depois dos 55) apresentam um risco maior de câncer de mama.

Reposição hormonal – Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Mas essa reposição – principalmente de esteróides, como estrógeno e progesterona – pode aumentar as chances de câncer de mama. Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário. Como alternativa à reposição hormonal, é indicada a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.

Colesterol alto – O colesterol é a gordura que serve de matéria prima para a fabricação do estrógeno. Dessa forma, mulheres que altos níveis de colesterol tendem a produzir esse hormônio em maior quantidade, aumentando o risco de câncer de mama.

Gravidez – Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances de ter câncer de mama devido a ausência de amamentação. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea. As mulheres que nunca tiveram filhos ou que só tiveram após os 35 anos têm mais risco de câncer de mama. Engravidar cedo ou mais de uma vez diminui o risco de câncer de mama.

Obesidade - A obesidade tem sido associada ao câncer de mama, mas essa relação ainda é controversa. Teoricamente, as mulheres obesas produzem mais estrogênio, o que pode estimular o aparecimento de câncer de mama.

Radiação - Se você fez radioterapia quando criança ou jovem para tratar um câncer na região do tórax, seu risco de desenvolver câncer de mama é muito maior. Quanto mais cedo tiver começado a radioterapia e quanto maior a dose, maior o seu risco, principalmente se a radiação tiver sido aplicada quando a mulher estava desenvolvendo as mamas.

Anticoncepcional oral (pílula) – tomado por muitos anos também pode aumentar este risco.

Dieta e atividades físicas

 Seguir uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal com frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal pode diminuir o risco de ter este tipo de câncer. Apesar dos estudos não serem completamente conclusivos sobre este fator de proteção, aderir a um estilo de vida saudável, que inclui este tipo de alimentação, diminui o risco de muitos cânceres, inclusive o câncer de mama.

Ingerir bebida alcoólica em excesso está associado a um discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com a bebida de álcool é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais se bebe maior o risco de ter este câncer. Tomar menos de uma dose de bebida alcoólica por dia ajuda a prevenir este tipo de câncer (um cálice de vinho, uma garrafa pequena de cerveja ou uma dose de uísque são exemplos de uma dose de bebida alcoólica).Se beber, portanto, tomar menos que uma dose por dia.

Exercício físico normalmente diminui a quantidade de hormônio feminino circulante. Como este tipo de tumor está associado a esse hormônio, fazer exercício regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem ou fizeram exercício regular quando jovens.

Colocar implantes nos seios, usar desodorantes antitranspirantes ou sutiãs com aro não aumentam o risco de câncer de mama. Não existe evidência de uma relação direta entre o câncer de mama e os pesticidas.

Sintomas

O câncer de mama em estágio inicial geralmente não causa sintomas. Por esse motivo, realizar exames de mama regulares é tão importante.

À medida que o câncer cresce, alguns possíveis sintomas são:

Nódulo na mama ou na axila com bordas desiguais, rígido e geralmente indolor. Alteração no tamanho, no formato ou na textura da mama ou do mamilo; por exemplo, você pode apresentar vermelhidão, reentrâncias ou enrugamento com aspecto de casca de laranja

Líquido saindo do mamilo, que pode conter sangue, ser transparente, amarelo ou verde e parecer pus. Os homens também desenvolvem câncer de mama. Os sintomas incluem nódulo, dor e sensibilidade nas mamas.

Possíveis sintomas do câncer de mama avançado:

Dor nos ossos

Dor ou desconforto na mama

Úlceras na pele

Inchaço em um dos braços (o braço próximo à mama com câncer)

Perda de peso

Diagnóstico de Câncer de mama

Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica. O tratamento para o câncer de mama vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.

A novidade hoje em dia é a mamografia tridimensional ou 3D, que permite diagnosticar muito mais cânceres de mama e reduzir a quantidade de diagnósticos errados do que a radiografia convencional, confirmam os resultados de um amplo estudo clínico. Em comparação com uma mamografia bidimensional, a mamografia digital 3D por tomossíntese aumenta em 41% a taxa de detecção dos tumores mamários invasivos e em 29% o diagnóstico de todos os cânceres de mama.

De maneira geral é importante dizer que hoje, o tratamento é muito individualizado, portanto cada caso será estudado particularmente e receberá um tratamento específico. Portanto, não se assustem se alguém passar por um tratamento diferente do seu. Lembre-se: cada caso é um caso!

Em geral, os tratamentos para o câncer podem incluir:

Medicamentos quimioterápicos para destruir as células cancerosas;

Radioterapia para destruir o tecido canceroso;

Cirurgia para retirar o tecido canceroso: a lumpectomia retira o nódulo na mama e a mastectomia remove toda a mama ou parte dela e, possivelmente, as estruturas próximas;

A terapia hormonal é indicada para mulheres com câncer de mama RE positivo, a fim de bloquear determinados hormônios que estimulam o desenvolvimento do câncer.

Prevenção

Muitos fatores de risco, como os seus genes e histórico familiar, não podem ser controlados. Entretanto, manter uma dieta saudável e fazer algumas mudanças no seu estilo de vida podem diminuir a chance de ter câncer. O câncer de mama é tratado com mais facilidade e é, muitas vezes, curável se é detectado precocemente.

A detecção precoce envolve:

Exames clínicos das mamas feitos pelo médico e Rastreamento mamográfico

A maioria das mulheres deve começar a fazer mamografias anualmente após os 40 anos, mas para quem tem histórico familiar de câncer de mama, é recomendado começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos. Fazer a mamografia anualmente em idade adequada pode reduzir a morte por câncer de mama em até 30%. As mulheres a partir dos 40 anos devem fazer exames de mama anuais completos com o médico.

Auto exame das mamas (AEM)

O auto exame da mama é um exame mensal que a mulher pode fazer em si mesma, para verificar a presença de câncer nos seios. Quando fizer o auto exame na mama, deve procurar por protuberâncias, ondulações, checar a espessura dos seios e liberação de líquidos pelo mamilo. A maioria dos especialistas recomendam que, a partir dos 20 anos, as mulheres examinem seus seios uma vez por mês, entre 07 a 10 dias após a menstruação.

O auto exame nos seios consiste nos seguintes passos

auto-exame

Atenção: As informações no Saúde Sem Limite pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Fonte: Saudesemlimite




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